Minhas dicas de San Andres

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A ilha de San Andres pertence à Colômbia e fica no mar do Caribe, próxima à costa da Nicarágua. Tem forte influência da cultura jamaicana, portanto espere muito reggae e rastafári, misturado aos ritmos típicos colombianos. É a maior ilha do arquipélago de San Andres, Providência e Santa Catalina, mas não pense que é uma ilha grande – são apenas 26 km², facilmente percorríveis de moto, carrinho de golf ou até mesmo bike!

Como chegar a San Andres? Pegamos um vôo da Copa Airlines de Guarulhos até San Andres, com escala na Cidade do Panamá. Como a conexão era muito longa, dormimos uma noite no prático Riande Aeropuerto Hotel, que fica a apenas 3 minutos do Aeroporto de Tucumén e conta com transfer gratuito a cada meia hora.

Quantos dias ficar em San Andres? Ficamos 4 dias inteiros e foi suficiente.

Onde ficar em San Andres? Não espere muitas alternativas charmosas de acomodações na ilha. As boas opções são poucas e há basicamente duas estratégias: ficar perto do centro ou ficar nas praias mais afastadas. Além dessa primeira escolha, há a segunda: ficar ou não nos hotéis da rede Decameron. Tive dificuldade em encontrar um bom hotel, com uma relação custo/benefício interessante. Acabamos optando pelo Casablanca que, embora caro, foi uma excelente escolha. Fica no centro, de frente para a praia (mas não é pé na areia), com um restaurante fantástico (um dos melhores da ilha), piscina excelente e quarto amplo. O único porém é o horário do checkin: 15h, que no nosso caso ainda sofreu um atraso de 1 hora. Mesmo assim, recomendo! Já a rede Decameron adota o regime all-inclusive e conta com 6 hotéis espalhados pela ilha: Royal Decameron Isleño, Royal Decameron Aquarium, Royal Decameron Marazul, Decameron Maryland, Decameron Los Delfines e Decameron San Luís. Se fosse para optar entre um dos Decameron, provavelmente eu escolheria o Isleño, o Los Delfines ou o Aquarium – nesta ordem. São os mais centrais e o Isleño é o mais novinho. Não recomendo ficar longe do centro, porque exige locar algum meio de transporte (leia-se scooter ou carrinho de golf) a fim de ter mais independência. Caso você insista, há 3 opções interessantes: Cocoplum, San Luis Village e Playa Tranquilo (que tem centro de mergulho próprio).

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4627.jpg Alguns quartos do Decameron Aquarium são praticamente dentro da água

Como se locomover em San Andres? Do aeroporto até o centro: de taxi (10 a 15 mil pesos colombianos). A noite, pelo centrinho: tudo a pé. E para conhecer a ilha: alugue um carrinho de golf, também conhecido por “mula” pelos ilhéus. Há diversas locadoras nos arredores dos hotéis – indico a Millenium (em frente ao Decameron Los Delfines), onde locamos por 24 horas um Mule Kawasaki super novinho por 180 mil pesos colombianos.

O que fazer em San Andres?

1. Alugar um carrinho de golf e dar a volta na ilha: vá parando aonde lhe agradar. Nós fizemos duas voltas no mesmo dia, é super rápido. Algumas paradas: Westview, La Piscinita (ambas são propriedades privadas, para snorkeling), Hoyo Soplador (onde a pressão das ondas, quando passa por um buraco no chão, sopra água), barzinhos de reggae (nós paramos no Kella Reggae Bar, na praia de San Luis, onde tem umas piscinas naturais) e em frente à Wild Life (no oeste da ilha, onde há uma escada para descer e curtir o mar das sete cores).

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4734.jpg Sente a vibe jamaicana do Kella Reggae Bar, em San Luis

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4732.jpg Essa é a piscininha natural do Kella!

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4741.jpg Acesso ao mar no Wild Life – há quem desça pra mergulho de cilindro por aqui.

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4738.jpg Wild (but peaceful) life!

2. Mergulho: agendamos nosso mergulho duplo com a Divers Team, por 85 dólares por pessoa (todo equipamento incluído). A Divers Team, que fica dentro do Royal Decameron Aquarium, foi recomendada por um amigo mergulhador muito experiente e não decepcionou: o serviço da equipe do Sr. Nelson é extremamente profissional. Em função das condições marítimas, mergulhamos em dois pontos da parte oeste da ilha, o primeiro a 18 metros (Reggae Nest) e o segundo a 12 metros (Bajo Bonito). A visibilidade é incrível, 20 a 30 metros, e há uma diversidade de corais impressionante. Contato do Sr. Nelson: nelson@diversteam.net

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4672.jpg Mergulhando em Bajo Bonito

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4963-0.jpg Senhora lagosta, elegantérrima!

3. Johnny Cay e Acuario: é possível chegar lá com os barcos coletivos que partem do porto ou contratar um passeio privado. Nós agendamos os dois passeios com o Raul, da Divers Team, por 50 dólares por pessoa. Chegamos na ilhota de Johnny Cay às 9h30 da manhã (horário excelente, a ilha ainda estava vazia e pudemos escolher guarda sol e espreguiçadeiras), almoçamos, curtimos a praia e às 14h30 fomos para o Acuario, onde tivemos a incrível experiência de mergulhar com arraias!

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4620.jpg Jhonny Cay lá no fundo, vista da praia central

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4682.jpg Tudo azul em Jhonny Cay

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4704.jpg A volta à ilha de Jhonny Cay leva uns 20 minutos e reserva essas surpresas!

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4714.jpg Mergulhando com arraias no Acuario

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4962.jpg São muitas!

4. Cayo Bolívar: infelizmente não fizemos, pois o mar estava muito batido durante nossa estadia na ilha. Mas as resenhas são unânimes: é o passeio mais espetacular de San Andres! O barco sai de manhã cedo e retorna no fim da tarde (cerca de 1 hora de viagem até a ilhota “deserta”), e no pacote (100 dólares por pessoa) está incluso almoço e bebidas. Ideal para snorkeling, o cayo tem visitas controladas, então convém reservar logo que chegar em San Andrés.

Restaurantes? No centro, todos acessíveis a uma caminhada de 10 a 15 minutos, fomos e recomendamos: Mister Panino (cozinha italiana – na Av Colon, Edifício Bread Fruit L-106 y 107), Gourmet Shop Assho (cozinha variada e uma boa adega de vinhos – Av. Newball em frente ao parque de La Barracuda) e Restaurantes do Hotel Casablanca (Casablanca, Mahi Mahi e Café Café). Na praia de San Luis, fomos no Donde Francesca, excelente! Uma opção rápida e muito boa é o quiosque de ceviches, na pracinha principal do centro, ao lado do tradicional café colombiano Juan Valdez. Não conseguimos reservar o bem recomendado jantar no restaurante La Regatta, que fica no Club Náutico, pois estava totalmente reservado! O Hotel San Luis Village oferece jantares românticos pé na areia – fica a dica caso queira impressionar alguém ;-)

Não deixe de provar: limonada com coco, ceviche (fantástico), caracoles (molusco típico da ilha), peixes (pargo vermelho assado também é bem típico por lá), patacones (espécie de rosti de banana) e arroz com coco (levemente doce).

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/85b/51524546/files/2015/01/img_4744.jpg Tudo típico no almoço em Jhonny Cay: pargo, arroz com coco e patacones.

Mais alguns lembretes:

1. Há uma taxa para manutenção da reserva da biosfera de San Andres que deve ser paga antes de embarcar, no valor de 26 dólares por pessoa. Tente pagar ainda no Brasil ou em sua conexão na América do Sul.

2. Sobre o clima: tropical, calor o ano todo e águas a 28 graus. Mas venta MUITO! Consultamos alguns nativos e nos disseram que o vento que soprava era “médio”…

3. Com todo esse vento, pura diversão para os amantes de esportes náuticos como kite e wind surf.

4. Capítulo importante, as chuvas: dia lindo, calor, céu super azul e, de repente, do nada, cai um pé d’água. Em 10 minutos, tudo volta como antes. Simples assim.

5. As praias tem muitos corais e pedras, todo mundo usa bota ou sapatilha para mergulho. Caso não tenha, deixe para comprar lá, todas as lojas vendem.

6. Sobre a moeda: levamos alguns dólares e trocamos por pesos colombianos na Western Union em frente ao Hotel Casablanca, para compras menores. A maioria dos restaurantes aceita cartões. A cada dia confirmo mais a minha tese de que o mais prático, embora tenha um certo custo, é sacar moeda local nos caixas eletrônicos.

7. Compramos um chip da Claro na loja do centro por 5 mil pesos e carregamos numa carrocinha de doces (?!?!) um pacote de dados de 2G bytes por 41 mil pesos. Sempre recomendo adquirir um chip local e, dessa vez, não foi diferente, vale muito a pena: reservar restaurantes, fazer pesquisas, google maps, web checkin dos voos. Facilita muito!

A Colômbia foi uma grata surpresa: um país receptivo, caloroso, colorido e alegre!

Créditos das imagens: bemsortido

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